A sueca no auge de sua beleza, que, como se vê, é de uma harmonia quiçá inigualável. Não pestanejo em afirmar que ela é a mulher mais bonita que já existiu - se não a, uma das. É claro que a minha convicção fundamenta-se em um conhecimento cinematográfico precário e ainda em formação, mas, por enquanto, não diviso ninguém à frente dela.
O enredo de Across the Universe é um ultraje às nossas boas intenções: de tão previsível, raso e inocente, seria de melhor proveito em uma fita infantil - pífio, pífio. Mas não pára por aí. Para piorar e muito as coisas, somos forçados a ouvir versões ridículas de grandes clássicos dos Beatles, deformados pelas vozes irritantes e amadoras dos protagonistas. O musical Across the Universe, na sua boa intenção de homenagear os quatro garotos de Liverpool, acabou transformando-se em uma fita digna de.. risos.
Whitesnake - Good to be Bad. Os primeiros riffs de Doug Aldrich em Best Years prenunciam o que todos aguardavam ansiosamente, há mais de 11 anos: um novo álbum do Whitesnake. Era natural e quase previsível, devido à grande demora, que o novo material saísse constante e bem-acabado, mas o que se ouve em Good to be Bad, deus meu, supera todas as maiores expectativas. O disco transborda energia e coesão, soa contemporâneo e nostálgico, resgata o que David Coverdale tem de melhor - sua linda voz áspera. Sensacional, emocionante!
Warrel Dane - Praises to the War Machine. Que Warrel Dane possui uma voz limitadíssima, todo mundo sabe. Mas também é consenso geral que ele a usa de modo inteligente e absurdamente proveitoso. Aclamado e prestigiado como vocalista do suntuoso Nevermore, Dane aventura-se pela primeira vez na gravação de um disco solo, que, a despeito de possuir uma sonoridade muito similar ao Nevermore, empreende com grande êxito e propriedade. Virará um clássico, anote, ouça!
Children of Bodom - Blooddrunk. Apesar de nunca ter admitido, aprecio muito o trabalho do metrossexual Alexi Laiho: o tempo sem dúvida consolidar-lhe-á um gênio. Melhor que Are You Dead Yet? e tão inspirado quanto Hate Crew Deathroll, Blooddrunk é quase uma compilação de novos clássicos, que remetem e lembram muito a velha boa fase do Bodom, nos idos tempos de '99. Seja isto tudo empolgação do momento ou não, este álbum vai dar o que falar!
Avantasia - The Scarecrow. É inevitável fugir do lugar-comum: Tobias Sammet é bom demais. Conceber, sob pressão e impaciência coletivas, um álbum tão notável quanto seus famigerados predecessores é uma daquelas coisas que nada tem a ver com sorte ou acaso, e que só ocorrem aos iluminados. Melodioso na medida certa, orquestrado nos momentos oportunos e com uma abundante dose de hard rock, a terceira e derradeira parte do projeto Avantasia trilha um caminho distinto e original, rumo a um final glorioso e triunfante. Aliás, esqueci, o Jorn Lande participa.
Entre parênteses, as chances e probabilidades de cada indicado levar o prêmio, na minha singela opinião. Mais tarde atualizo os resultados aqui mesmo, comparando-os com as minhas conjecturas.
Melhor Diretor: Julian Schnabel por O Escafandro e a Borboleta ( 5% ) Jason Reitman porJuno ( 8% ) Tony Gilroy por Conduta de Risco ( 0% ) Joel e Ethan Coen por Onde os Fracos Não Têm Vez ( 62% ) Paul Thomas Anderson por Sangue Negro ( 25% ) Ok.
Melhor Ator: George Clooney por Conduta de Risco ( 0% ) Daniel Day-Lewis por Sangue Negro ( 74%) Johnny Depp por Sweeney Todd - o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet ( 20% ) Tommy Lee Jones por No Vale das Sombras ( 1%) Viggo Mortensen por Senhores do Crime ( 5% ) Ok.
Melhor Ator Coadjuvante: Javier Bardem por Onde os Fracos Não Têm Vez( 99% ) Tom Wilkinson por Conduta de Risco( 0% ) Hal Holbrook por Na natureza Selvagem( 1% ) Casey Affleck por O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford ( 0% ) Philip Seymour Hoffman por Jogos do Poder ( 0% ) Ok.
Melhor roteiro original: Juno ( 60% ) The Savages( 0% ) Ratatouille ( 25% ) Conduta de Risco ( 15% ) Lars and the real girl ( 0% ) Ok.
(Risos) Segundo os meus palpites, o grande vencedor da noite será o western moderno Onde Os Fracos Não Tem Vez, com 5 estatuetas. Desejo e Reparação abocanhará 4 surpreendentes prêmios, Sangue Negro apenas 2. Juno leva o Roteiro Original.
Editado: Se não me equivoquei nas contas, errei 16(!) e acertei 8. Haha, nada mais natural, visto que grande parte dos palpites foram um tremendo chute no escuro. Ano que vem certamente estarei mais preparado!
Llewelyn encontra uma maleta com dois milhões de dólares e acaba se envolvendo, involuntariamente, com gente perigosa e perversa, que não mede esforços em recuperar a quantia perdida. Onde os Fracos Não Têm Vez estaria fadado a ser um filme convencional, mais um western maçante, não fosse a estupenda e relevante interpretação de Javier Bardem, que, na pele do soturno e impiedoso Chigurh, fascina e convence. O livro de Cormac McCarthy deve ser, provavelmente, bem superior ao filme.
A adolescência é uma época marcada por tentações e vícios perigosos, impulsos e anseios inconseqüentes. O britânico Trainspotting conscientiza e traumatiza qualquer jovem mais vulnerável, ensinando-lhe o que fazer e não fazer nos seus anos dourados: assim como no primoroso Réquiem para um Sonho, a ascensão e a queda de um dependente químico é exposta de modo extremamente áspero e impactante, que choca e transforma opiniões.